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“O paciente está suprando!" | Parte I

“O paciente está suprando!". Ainda faz sentido procurar a elevação do segmento
ST?

A habilidade de identificar uma elevação do segmento ST hoje é tão relevante no manejo da dor torácica que usamos "suprar" como sinônimo de infarto. Continue acompanhando este post e saiba mais sobre o assunto!

➔ Você realmente entende o porquê da importância da classificação das Síndromes Coronarianas Agudas (SCA)?

  • O objetivo destas classificações é objetivar a decisão de QUEM tem de fato mais benefício (NNT> NNH) do que risco e, portanto, deve se submeter a uma REPERFUSÃO IMEDIATA;
    Obs: A tentativa de nortear o manejo é antiga! Antes do paradigma do IAMCSST/SSST, os referenciais eram as ondas Q!

➔ Mas ainda faz sentido usar a dicotomia CSST/SSST?

  • Para Meyers, Weingart e Smith, desde 2018, a resposta para essa pergunta é NÃO ⇒ Introduziram nesta época o conceito de Occlusion Myocardial Infarction (OMI - Infarto Oclusivo de Miocárdio) através do OMI Manifesto;
  • Principal argumento do Manifesto: A elevação do segmento ST não é tão confiável para predição dos pacientes que se beneficiam de uma reperfusão imediata.

➔ E quem se beneficia?

  • Reperfusão imediata deve ser indicada para pacientes com (TOTAL) OCLUSÃO CORONARIANA AGUDA ou SUBTOTAL, PORÉM COM REDE DE COLATERAIS INSUFICIENTE (e, portanto, risco altíssimo de infarto irreversível). INDEPENDENTEMENTE DO QUE MOSTRA SEU ECG;
  • No surgimento da reperfusão (na época = trombolíticos), os estudos para comprovação da sua eficácia foram feitos unicamente com INDÍCIOS da oclusão, porém sem a evidência clara (angiografia diagnóstica) de que a oclusão existia. ⇒ Metanálise FTT;
  • Uma vez comprovada eficácia, procurou-se definir os subgrupos que se beneficiaram mais da intervenção, de forma que aqueles com Supra ST evidenciaram uma melhoria importante do NNT ⇒ Supra passou a ser correlacionado com oclusão.

Em breve, a parte 2 do post!


Post elaborado por:

Dr Luciano | MedGuideXP

DR. LUCIANO AZEVEDO

Médico formado pela Universidade Federal da Paraíba, com residência médica em medicina interna e medicina intensiva pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1999). Doutor em ciências médicas pela Faculdade de Medicina da USP (2004).
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Colaboração acadêmica

Letícia Freire

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Site atualizado em:
10:01 | 12/07/2024
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